Como precificar corretamente o seu artesanato?

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Uma dúvida que a maioria dos artesãos possui é em relação a quanto cobrar pelos seus produtos. E esse é um dos pontos fundamentais para fazer com que o seu negócio prospere, afinal de contas é com o valor arrecadado pelas vendas que você irá pagar as suas contas, receber o seu salário e ainda fazer investimentos.

Muitos artesãos têm receio de cobrar “muito caro” e não conseguir clientes, principalmente os que estão começando, e então se arriscam com valores insuficientes para cobrir seus gastos, o que acaba gerando dificuldades financeiras para manter o negócio.

Por isso, é muito importante você estar atento ao mercado, saber qual o preço médio da concorrência e também quais fornecedores podem lhe ajudar a trabalhar com preços mais competitivos.

Quanto custa a sua matéria prima?

Como precificar o seu artesanato

Essa é a primeira pergunta que você deve saber responder antes de estipular um preço para o seu produto. Quanto você gasta para produzi-lo? Coloque em uma planilha, ou em um caderno o gasto com TODO o material utilizado, além da sua mão-de-obra.

Por exemplo, vamos para um exemplo prático que irá ajudar a entender, para fazer uma caixinha revestida com tecido e com a tampa com manta acrílica utilizamos os seguintes materiais:

  • Caixa em MDF: R$ 4,00
  • Cola: R$13,50/10= R$1,35
  • Manta Acrílica: R$10,20/6 = R$ 1,70
  • Tecido: R$15,00/2 = R$ 7,50
  • Passa fita: R$ 1,50

Total (para 1 caixa): R$ 16,05

Note que você deverá incluir todos os itens usados. Para saber o valor unitário de cada caixa, divida itens maiores pela quantidade de vezes que você poderá usá-los, como é o caso da cola, da manta acrílica e do tecido.

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Mas, quanto cobro pela minha mão-de-obra?

Esse valor dependerá de qual será o seu salário no final do mês. Aqui, o mais indicado é incluir no cálculo o valor da hora trabalhada. Por exemplo, vamos considerar que você irá trabalhar 8 horas por dia com artesanato, o que são 40 horas semanais (de segunda a sexta), totalizando 160 horas de trabalho no mês.

Se você quiser ganhar um salário mínimo de R$880, você deverá dividir esse total pela quantidade de horas: 880/160 = R$5,50 a hora trabalhada.

Claro você pode pensar num salário mensal maior que se encaixe no seu nível profissional atual.

Voltando ao nosso exemplo da caixa decorada. Vamos supor que você demore 1 hora para produzir 1 caixa. Dessa forma adicione mais R$ 5,50 aos seus cálculos:

  • Caixa em MDF: R$ 4,00
  • Cola: R$13,50/10= R$1,35
  • Manta Acrílica: R$10,20/6 = R$ 1,70
  • Tecido: R$15,00/2 = R$ 7,50
  • Passa fita: R$ 1,50
  • Hora trabalhada (1 hora): R$5,50

Total (para 1 caixa): R$ 21,55

Lembre-se que esse valor da hora trabalhada não é fixo, com o tempo você poderá adequá-lo ao que mais se aproxima da sua realidade. Mas, a nossa tabelinha ainda não está completa.

Adicione os custos fixos da produção

Não raro, na hora de precificar seus produtos, muitos artesãos acabam se esquecendo de incluir os custos fixos da produção como energia elétrica (para itens que necessite do uso de ferramentas como máquina de costura, por exemplo) ou embalagens.

Lembre-se que o valor que você receber pela peça deverá cobrir TODOS OS SEUS CUSTOS e ainda sobrar o lucro. Portanto, é imprescindível colocar na ponta do lápis tudo o que você usa na sua produção, como é o caso dos custos fixos.

Para este nosso caso fictício, vamos incluir mais R$ 2,00 para a embalagem da caixinha e mais R$0,80 para as etiquetas e cartões. Dessa forma, nossa caixa fictícia custa R$ 24,35 para ser produzida.

Como estipular o lucro?

Até agora apenas levantamos quanto dinheiro você gasta para produzir uma peça. Porém, como já dissemos várias vezes, para que o seu negócio seja viável é preciso que ele dê lucro. Por isso, estipular o quanto de lucro você irá adicionar a peça é fundamental.

Esse valor arrecadado com o lucro deverá ser poupado para que você possa reinvestir no seu negócio, seja comprando novas ferramentas, seja realizando novos cursos ou ainda contratando serviços de marketing e outros investimentos. Portanto, é preciso não confundir LUCRO COM PRÓ LABORE, já que o valor do seu salário está incluído na hora trabalhada.

Neste ponto existem divergências quanto aos artesãos em relação a melhor forma de precificar o lucro, vamos lhe mostrar a opção mais usada para a maioria dos artesanatos. Geralmente a porcentagem de lucro varia entre 30 e 50% do valor da peça.

Neste caso, vamos usar um lucro de 40%. Dessa forma você deverá multiplicar o custo da produção de 1 caixa (R$ 24,35) por 0,4 (que representa os 40% de lucro), o que nos dá um valor de R$ 34,09.

Esse deveria ser o valor de venda da nossa caixinha fictícia com os custos adicionados, o valor do seu salário e mais o lucro de 40%. Lembrando que, é o lucro que irá lhe permitir dar desconto nas suas peças.

Será que esse é um preço adequado?

Se o seu preço estiver muito elevado, seu produto pode nem sair de estoque. Se o preço estiver muito baixo, haverá mais prejuízo do que lucro.

– Portal Intelidata

Agora que nós já temos um preço ideal para a nossa caixa fictícia, devemos nos certificar de que esse valor está condizente com o mercado. Por isso, faça uma pesquisa de pessoas que vendam produtos similares e tire uma média do valor de três produtos.

Pesquisando pela internet, encontramos três valores de caixas como a nossa: R$ 49,00; R$ 35,00 e R$ 45. Para obter o valor médio, some os três e divida por três. Assim: 49+35+45/3 = 43,00.

Percebemos com isso que o valor médio de venda de caixinhas como a nossa é superior ao valor que estipulamos para o nosso produto. Isso nos permite trabalhar com uma margem de lucro maior. Para chegar no preço médio de venda, neste nosso exemplo, podemos trabalhar com lucro entre 75 e 77%. Mas tudo irá depender da sua produção, caso não tenha muita experiência, o valor poderá ser um pouco menor do que a média e vice versa.

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Perceba que ter uma estimativa média de quanto os concorrentes estão cobrando é fundamental para alterarmos os nossos valores. Além do lucro, você também poderá aumentar o valor da sua hora trabalhada ou rever os seus custos fixos.

Caso o valor final do seu produto esteja mais caro do que a média, você poderá buscar por fornecedores mais em conta ou ainda diminuir o valor da sua hora trabalhada ou do seu lucro (desde que eles ainda sejam viáveis para a manutenção do seu negócio).

Outras formas de precificar produtos artesanais

Uma forma muito utilizada pelos artesãos é a famosa regra de “multiplicar por três”. Nessa regra, o preço final do produto é composto por três partes iguais, uma representando o custo do material, a segunda o trabalho necessário para sua produção e uma terceira que corresponde ao seu ganho real ou lucro.

Está é a forma mais fácil e simples, porém não é a mais correta, ela pode apresentar alguns erros e nem sempre você conseguirá aplicá-la. Caso você não queira -mas deveria- fazer todas as contas que mostramos, em último caso, siga a regra de “multiplicar por três”

Há também planilhas e programas que faz todo o cálculo de forma automática, precisando apenas inserir alguns parâmetros e você já terá o preço ideal para o seu produto. Em sua maioria, são programas pagos e você pode encontrar pela internet mesmo.

Conclusão

Você viu que para precificar o seu produto corretamente é importante que você saiba o valor de cada parte da produção e também esteja por dentro do seu mercado? Por isso, é importante estar de olho na concorrência, em fornecedores adequados e também ter noção de quanto vale o seu trabalho.

Com essas dicas já é possível começar a precificar os seus produtos e transformar o seu negócio em artesanato em algo rentável.

Já que falamos bastante sobre a importância de se estar atento a concorrência, o nosso próximo post será sobre como lidar com a concorrência e fazer parcerias. Portanto, fique ligado, e acompanhe as nossas dicas.

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